Histórias de Harry Krieger – III

Na década de 1960, Harry Krieger e seu primo Marco Aurélio Krieger começaram a fazer defesas de atletas no tribunal esportivo. Numa ocasião, um atleta do Carlos Renaux de Brusque, que havia sido expulso por agredir um adversário com um pontapé, foi levado a julgamento. Marco Aurélio, então, preparou um arrazoado em irretocável português, obediente a todos os parâmetros gramaticais, com algumas citações em latim, à época muito usadas na linguagem jurídica.

No tribunal, como auditor, tinha assento um conhecido torcedor do azzurra da capital, time do atleta agredido. O cidadão escutou silentemente a peroração do advogado e quando lhe foi dada a palavra para proferir o seu voto, disse sem pestanejar: “Tudo muito bonito, mas aqui nada ajuda. Esse latinório parece canto de igreja. O atleta em julgamento não sabe nada de latim e na verdade mandou um baita pontapé nas nádegas do adversário. Dessa forma, com latim e tudo, condeno-o”.

Os Krieger ficaram atônitos. Com a decisão, o atleta defendido foi suspenso por uma série de jogos, desfalcando a equipe brusquense nas partidas seguintes do campeonato. Restou-lhes rir e tentar explicar a inusitada decisão aos conterrâneos.

Ainda hoje, auditores da justiça desportiva geram polêmica (caso de Jonas Lopes).

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One response to “Histórias de Harry Krieger – III”

  1. FabianoAugusto says :

    Está errado dizer “na década de 1960” , o correto é “nos anos de 1960”.
    Ps. aprendi com o Dotô Krigue viu….
    Rss….

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